A decadência do capitalismo

Versão para impressãoEnviar por emailA Decadência do capitalismo que segue a Primeira Guerra Mundial, decadência da qual a sociedade não pode livrar-se sem revolução proletária, aparece desde então como o pior período da história da humanidade.

Em tempos passados, a humanidade havia suportado períodos de decadência, com sua correspondente série de calamidades e sofrimento inomináveis, porém foram poucos se comparados com o que a humanidade tem suportado desde mais de sessenta anos. As decadências das demais sociedades acarretaram escassez e fome porém, nunca como hoje tal miséria humana tem sido atrelada ao desperdício de riquezas em que vivemos. Agora que o homem se apropriou de técnicas maravilhosas que lhe permitiram por a natureza ao seu serviço, se vê submetido aos caprichos desta, as catástrofes "naturais" climáticas ou agrícolas em condições ainda mais trágicas que no passado. Pior ainda, a sociedade capitalista é a primeira da história que na sua fase de declínio só pode sobreviver submetido a destruições cíclicas e massivas uma parte cada vez maior de si mesma. Verdade é que em outros períodos de decadência houveram freqüentes enfrentamentos entre frações da classe dominante, porém é no que hoje vivemos está encerrada num ciclo inexorável e infernal de crise-guerra generalizada- reconstrução-crise... Ciclo que exige do gênero humano um terrível tributo em mortes e sofrimentos. Hoje em dia, técnicas de refinamento cientifico inaudito concorrem sem parar para aumentar o poder de destruição e de morte dos estados capitalistas, de tal maneira que pode-se contar em dezenas de milhões as vítimas das guerras imperialistas e dos genocídios sistemáticos e industriais em que sobressaíram fascismo  e estalinismo no passado e que continuam ameaçando-nos.

De alguma maneira, parece como que se a humanidade tivesse que pagar o reino da liberdade, ao que já se pode chegar graças ao domínio da técnica, com o reino das atrocidades mais espantosas que esse mesmo domínio permite.

Em meio a este mundo de ruínas e convulsões tem se desenvolvido como um câncer esse órgão fiador da estabilidade e da conservação social que é o estado. Este tem se intrometido nos mecanismos mais íntimos da sociedade e em particular na sua base econômica. Como o deus Moloc dos antigos, sua máquina monstruosa, fria e impessoal tem devorado a substância da sociedade civil e do homem. E longe de consituir um "progresso", o capitalismo de estado, que utilizando toda gama de formas jurídicas e ideológicas e os instrumentos de governo mais selvagens tem se apoderado da totalidade do planeta, é uma das manifestações mais brutais da putrefação da sociedade capitalista.