Onda revolucionária, 1917-23

Onda revolucionária, 1917-23

Rússia 1917 e a memória revolucionária da classe operária

Para todos aqueles que ainda acreditam que a última esperança para a humanidade é a derrubada revolucionaria do capitalismo mundial, é impossível começar o ano de 2017 sem lembrar do centenário da Revolução Russa. E também sabemos que aqueles que martelam os ouvidos que não há alternativa para o sistema social atual também o lembraram a seu modo.

As Teses de Abril, farol da revolução proletária

As Teses de Abril, breve e agudo documento, é um excelente ponto de partida para refutar todas as mentiras sobre o partido bolchevique, e para reafirmar algo essencial sobre este partido: que não foi o produto da barbárie russa, de um anarco-terrorismo distorcido, ou da avidez inesgotável de poder de seus dirigentes. O bolchevismo foi um produto, em primeiro lugar, do proletariado mundial.

A revolução proletária só pode triunfar ao estender-se por todo o planeta

Frente a degeneração materializada pelo stalinismo, muitos trabalhadores acreditam, aceitando as mentiras da burguesia, que a Revolução russa estava "podre desde o seu interior", que os bolcheviques se aproveitaram dos trabalhadores russos para  ascenderem ao poder [1]. Ao retratar assim Outubro, a burguesia não faz mais que aplicar a revolução russa, o clichê do que sempre tem sido sua própria política: o engano, a manipulação de massas.

O papel indispensável do partido

  Uma coisa é certa: o ódio e desprezo da burguesia pela revolução proletária que começou na Rússia em 1917, seus esforços por deformar e desvirtuar sua memória, centram-se sobre tudo na organização política que encarnou o espírito daquele enorme movimento insurrecional: a partido bolchevique. Isto não deveria nos surpreender.

Introdução

A revolução na Rússia continua sendo até agora a ação mais grandiosa das massas exploradas para tentar destruir um sistema que as reduz a meras bestas de carga da máquina econômica e carne de canhão nas guerras entre potências imperialistas. Foi a ponta de lança de uma onda revolucionária mundial que se desenvolveu em reação contra a barbárie da Primeira Guerra mundial.

Outubro de 17, o começo da revolução mundial: As massas operárias tomam seu destino em suas próprias mãos (Brochura da CCI)

A revolução na Rússia continua sendo até agora a ação mais grandiosa das massas exploradas para tentar destruir um sistema que as reduz a meras bestas de carga da máquina econômica e carne de canhão nas guerras entre potências imperialistas. Foi a ponta de lança de uma onda revolucionária mundial que se desenvolveu em reação contra a barbárie da Primeira Guerra mundial.

A insurreição de Outubro, uma vitória das massas operárias

Alguns historiadores assalariados do capital estão cheios de elogios hipócritas à "iniciativa" e inclusive à "energia revolucionária" dos operários e seus órgãos de luta de massas, os conselhos operários. Estão cheios de compreensão pelo desespero dos operários, soldados e camponeses, diante dos sacrifícios da "Grande guerra". Porém, sobretudo se apresentam como os verdadeiros defensores da "autêntica Revolução russa", contra sua suposta destruição que os bolcheviques teriam levado a cabo. Em outras palavras, no centro do ataque burguês contra a Revolução russa está a oposição entre "Fevereiro" e "Outubro" de 1917, opondo assim o inicio e a conclusão da luta pelo poder que é a essência de toda grande revolução.

Páginas

Subscreva RSS - Onda revolucionária, 1917-23