Organização revolucionária

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A voz revolucionária de Bilan diante da guerra da Espanha

A guerra de 36 na Espanha foi o prelúdio da Segunda Guerra Mundial. As grandes potências da época participaram diretamente no conflito perfilando-se nele os dois bandos imperialistas que se enfrentaram de 1939 a 1945: o bando franquista é apoiado pela Alemanha e Itália e o bando da Frente Popular pela Rússia de Stalin e pelas democracias (Grã-Bretanha e França).

A lição dos acontecimentos na Espanha (Bilan n°36 , novembro 1936)

A sublevação operaria em Madri e em Catalunha do 19 de julho 1936

Importa-nos em primeiro lugar evidenciar algumas realidades. Quando o movimento de 17 de julho no Marrocos[2] foi conhecido em Madri e Barcelona, a primeira preocupação do capitalismo foi escutar as reações do proletariado para orientar-se em uma ou outra direção.

O papel indispensável do partido

  Uma coisa é certa: o ódio e desprezo da burguesia pela revolução proletária que começou na Rússia em 1917, seus esforços por deformar e desvirtuar sua memória, centram-se sobre tudo na organização política que encarnou o espírito daquele enorme movimento insurrecional: a partido bolchevique. Isto não deveria nos surpreender.

As frações comunistas de esquerda

Em meio a essa debandada da classe e do triunfo absoluto da contra-revolução, as frações comunistas de esquerda que foram se separando dos partidos em degeneração, empreenderam uma difícil tarefa de salvaguarda dos princípios revolucionários. Tiveram que se opor às forças conjugadas de todas as frações da burguesia, não cair nas mil e uma armadilhas que esta lhes preparava, fazer frente ao enorme peso da ideologia ambiente na sua própria classe, suportar o isolamento, a perseguição física, a desmoralização, o esgotamento, o desaparecimento e a dispersão dos seus membros.

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