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Apoio à “Palestina Livre”: uma armadilha para desarmar o proletariado

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Em um artigo anterior sobre as manifestações pró-Palestina na Itália [1], denunciamos a armadilha burguesa destinada a desviar a indignação com os massacres em Gaza para o apoio nacionalista à Palestina, ou seja, ao Estado palestino e à classe dominante palestina, que está em guerra, principalmente com seus aliados iranianos, contra uma burguesia rival, a de Israel. Contra a guerra e o rolo compressor do nacionalismo, a única perspectiva para o proletariado é defender a unidade e a solidariedade dos trabalhadores em todos os países, recusando-se a permitir que os trabalhadores sejam recrutados para uma guerra que não lhes pertence, na qual são forçados a assassinar seus irmãos e irmãs de classe.

Essa perspectiva de solidariedade de classe internacional, concreta e viva, ainda está longe de ser alcançada, ou, pelo menos, é defendida hoje apenas por pequenas minorias revolucionárias. Mas é a única maneira possível de impedir que a burguesia mergulhe o planeta inteiro na barbárie militar. O inimigo não é o trabalhador de outro país que foi recrutado à força; “O inimigo está em nosso próprio país, é a nossa própria burguesia”, proclamaram os revolucionários durante a Primeira Guerra Mundial imperialista, quando o proletariado ainda se recuperava da declaração de guerra.

Em 1912, nos Estados Unidos, os Trabalhadores Industriais do Mundo (IWW) também apontaram que a bandeira nacional é sempre usada para cegar os trabalhadores e fazê-los perder de vista seus interesses de classe [2]. Em outras palavras, a reivindicação de uma Palestina “livre” é o oposto do internacionalismo proletário; é um apelo para continuar a guerra imperialista.

É isto que aqueles que agitaram a bandeira palestina em manifestações na Itália não conseguem ver.

Já demonstramos diversas vezes em nossos artigos que a era da ascensão do capitalismo chegou ao fim, uma era em que o surgimento de novas nações representou progresso em termos de desenvolvimento das forças produtivas e crescimento do proletariado. Por mais bárbaras que tenham sido as guerras que unificaram nações, como foi o caso na Itália em 1860 e na Alemanha após 1870, elas representaram um passo adiante no desenvolvimento do capitalismo e, consequentemente, de seu coveiro: a classe trabalhadora. Era então possível que os trabalhadores, sob certas condições, organizando-se separadamente, por vezes apoiassem guerras de libertação nacional e lutas por direitos democráticos.

Esse tempo já passou irremediavelmente; o capitalismo não é mais e nunca mais será um fator de progresso. A tarefa do proletariado agora é resistir aos ataques aos salários e às condições de trabalho e, politizando suas lutas, constituir-se como classe, preparando-se para derrubar o Estado burguês em todos os lugares, rejeitando firmemente toda propaganda nacionalista. Esta é uma tarefa de longo prazo que exige que os trabalhadores tomem consciência de seus interesses e de seu objetivo final.

Os revolucionários devem desempenhar seu papel nessa politização e, mesmo que ainda sejam minoria, continuar a denunciar sem falta a ideologia dominante, particularmente quando propagada por organizações que se dizem operárias ou mesmo revolucionárias – todos os “partidos de esquerda” da burguesia. Estes últimos, defendendo sistematicamente o pequeno Estado burguês palestino sob o pretexto de que ele está “sob ataque” ou é “mais fraco”, estão apenas endossando o confinamento de seus proletários em uma lógica de guerra, em nome de uma suposta “libertação”. O slogan “Palestina Livre” é uma armadilha!

O genocídio em Gaza provoca raiva e indignação. Esses sentimentos muitas vezes radicalizaram a luta de classes, especialmente quando os trabalhadores são vítimas da repressão. A história do movimento operário oferece inúmeros exemplos disso. É normal nos envolvermos na luta de classes movidos pelas emoções, mas estas também podem ser más conselheiras, pois nos aprisionam no imediato e nas aparências.

Contudo, a situação atual não tem absolutamente nada a ver com a luta de classes. De ambos os lados, os proletários são reféns de um conflito imperialista, vítimas levadas ao crime e ao ódio mútuo. É, portanto, necessário dar um passo atrás e não nos deixarmos atrair pela armadilha nacionalista. Isso é obviamente extremamente difícil para os proletários e elementos politizados de Israel e da Palestina, pois estão diretamente imersos nessa barbárie, sem as armas políticas do proletariado, sem a solidariedade internacionalista de seus irmãos de classe em outros países. Estão presos no calor dos acontecimentos, em meio a provocações e vinganças, à fúria do desespero e da impotência, em uma atmosfera marcada pela morte e pela ideologia da guerra.

Vimos que também foi muito difícil para os proletários na Itália devido ao nível muito baixo de consciência da classe, cuja maturação está apenas começando em escala internacional. Eles ainda precisam dar um passo à frente para poder desmascarar o discurso enganoso da classe dominante. Vejamos alguns fragmentos desse discurso:

  1. “É justo exigir um lar nacional para os palestinos, assim como o povo judeu exigiu e obteve após a Segunda Guerra Mundial.”
    A criação do Estado de Israel ocorreu durante a Guerra Fria entre os dois grandes blocos imperialistas liderados pela URSS e pelos Estados Unidos. É produto da guerra imperialista, como demonstram as guerras regionais que têm constantemente ensanguentado o Oriente Médio. Se um Estado palestino for criado, o mesmo acontecerá. Clamar por um Estado palestino “livre” significa formalizar mais um concorrente no cenário mundial, incentivando a busca incessante por guerras imperialistas neste mundo implacável que, mais uma vez, colocará todos os Estados da região uns contra os outros, cada um buscando se apoiar nas potências médias e grandes que defendem seus interesses geoestratégicos no cenário internacional. Todos os Estados, independentemente de seu tamanho e poder, são Estados imperialistas. Todos são compelidos a defender seus interesses nacionais e estratégicos, seu lugar no sangrento tabuleiro de xadrez do capitalismo decadente.
  2. “Abandonar a luta por uma Palestina livre é aceitar implicitamente o massacre dos palestinos e deixar o caminho aberto para a anexação de todos os seus territórios por Israel.”
    Rejeitar o terreno da guerra imperialista e do nacionalismo não significa abandonar a luta! Para o proletariado, significa recuperar os meios para lutar por seus próprios interesses de classe, significa ser capaz de adquirir a enorme força que advém do fato de que os proletários israelenses e palestinos têm os mesmos interesses de classe, que podem superar essas divisões impostas pela burguesia. Sim, essa perspectiva não é imediatamente alcançável. Sim, a classe trabalhadora ainda não tem os meios para se opor aos massacres de frente. Mas a alternativa proposta pela esquerda do capital é a criação de um novo Estado imperialista já na órbita do Irã e do Hezbollah. É uma classe trabalhadora explorada que está sendo enviada à morte pelo Hamas ou por outra facção “mais apresentável” da burguesia palestina, igualmente bárbara.

    Longe de pôr fim aos massacres e impedir que o capitalismo afunde ainda mais na guerra, os slogans nacionalistas em favor de uma “Palestina livre” servem apenas para distrair os trabalhadores da única perspectiva capaz de realmente acabar com a barbárie capitalista: a revolução mundial. Por meio dessas campanhas, a burguesia busca impedir que os proletários das principais metrópoles capitalistas desenvolvam sua resistência aos efeitos da crise e à ascensão do militarismo, que são degraus essenciais para a politização das lutas e greves de massa, o único meio capaz de iniciar uma resposta às aventuras imperialistas, destrutivas e assassinas da burguesia. A solidariedade de classe internacional é uma alavanca poderosa, a única que pode dar um alívio à classe trabalhadora na periferia do capitalismo, profundamente impactada pela guerra, enquanto aguarda o surgimento de uma onda revolucionária internacional.

  3. “As grandes potências ou instituições como o Tribunal Internacional de Justiça têm os meios para pôr fim a esta guerra e impor a paz.”
    O plano de paz que Trump procura impor revela-nos a cada dia o quão enganoso ele é. Essa tentativa está condenada ao fracasso, e a hipocrisia é total. Trump gostaria de resolver os problemas causados por esta guerra em Gaza para poder mobilizar suas forças no Pacífico contra o inimigo chinês, ou seja, para se preparar para outras guerras. A ideia de “paz” sob o capitalismo é sempre uma pura mentira e uma ilusão. Os raros momentos de trégua, em que cada nação se preparava para a guerra através de uma corrida armamentista, estão agora se transformando em uma “guerra híbrida”, num contexto de militarismo desenfreado e conflitos de alta intensidade.

    A guerra não é simplesmente o resultado da vontade ou de uma decisão da burguesia. A guerra é um produto do sistema capitalista. Como disse Jaurès, “o capitalismo carrega a guerra dentro de si como uma nuvem carrega uma tempestade”.

Ceder ao apoio à “nação”, uma personificação desse sistema, não é apenas aceitar, mas promover a lógica da guerra. A única maneira de acabar com a guerra, ou ao menos inicialmente impedir os projetos belicistas da burguesia, é rejeitar todo patriotismo e nacionalismo, defendendo a unidade do proletariado — antes de tudo nas grandes metrópoles capitalistas, onde a classe trabalhadora possui uma vasta experiência histórica, mas também na periferia do capitalismo, onde a classe pode estar enfraquecida pelo peso das camadas sociais intermediárias.

A revolução comunista porá fim à guerra imperialista de uma vez por todas, abolindo as categorias econômicas do capitalismo: trabalho assalariado, produção de valor, concorrência, classes e fronteiras nacionais. É por isso que é tão importante defender posições internacionalistas e a luta autônoma da classe trabalhadora em todo o mundo — uma classe trabalhadora que, na Itália como em outros lugares, é hoje capaz de desenvolver sua consciência, ainda que lentamente, devido a inúmeros obstáculos e ao ainda forte domínio ideológico da burguesia.

Avrom E, dezembro de 2025

1 Greves contra o massacre em Gaza: o proletariado na Itália preso nas redes do pacifismo e do nacionalismo, publicado no site da CCI (outubro de 2025).

2 Contra todas as bandeiras nacionais!,

Manifestações pró-Gaza na Itália

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