A questão sindical

Desde sua traição em 1914, os sindicatos deixaram de ser organizações da classe operária

7. Os sindicatos: órgãosdo proletariado ontem, instrumentos do capital hoje

No século XIX no período de maior prosperidade capitalista, o proletariado se deu, ao preço de lutas encarniçadas e sangrentas, organizações permanentes e profissionais destinadas a assegurar a defesa de seus interesses econômicos: os sindicatos. Estes órgãos assumiram um papel fundamental na luta por melhorias e reformas substanciais das condições de vida dos trabalhadores que o sistema podia outorgar. Constituíam igualmente lugares de grupamento da classe e de desenvolvimento de sua solidariedade e de sua consciência, nos quais os revolucionários intervinham ativamente para convertê-los em escolas do comunismo.

Prefácio à edição de 1985

Há um século, os operários já lutavam para impor à classe dominante o direito de existência de suas organizações sindicais.

. Hoje, os governos da classe dominante tudo fazem para que os operários em luta não ultrapassem os sindicatos e não continuem a abandonar essas organizações.

Os sindicatos ainda são organizações que defendem os interesses da classe operária?

Os sindicatos contra a classe operária

Através das campanhas ideológicas sobre a suposta "falência do comunismo" que se seguiram ao colapso do bloco do Leste europeu, em 1989, a classe dominante conseguiu infligir um profundo revés na consciência do proletariado. Um revés que permitiu aos sindicatos recuperarem certa credibilidade aos olhos da classe operária, credibilidade que tinham perdido em grande parte, ao longo dos anos 70/80 por conta das sabotagens das lutas. É por isso que a partir de 1989 até o início de 2000, as lutas operárias foram enfraquecidas e mostraram uma perda de confiança do proletariado, em suas próprias forças. Ao longo de mais de dez anos, os sindicatos oficiais têm ocupado toda a frente do cenário e conseguiram impedir a combatividade dos trabalhadores se expressar massivamente, ou mobilizar um grande número de trabalhadores em becos sem saída como foi notadamente o caso na França no outono de 1995.

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