A "Frente unida"

A "Frente unida"

A "Frente unida" foi a expressão utilizada entre as duas guerras mundiais para designar a aliança oportunista entre a terceira internacional e os partidos socialistas que traíram o proletariado em 1914. Hoje ela é utilizada particularmente pelas trotskistas e qualquer tipo de antifascistas como pretexto para fazer alianças com seus bons amigos da esquerda parlamentar burguesa.

As armas da burguesia

Para estar em condições de dar rédeas soltas a uma repressão em escala, a burguesia começará como no passado, por tentar desmoralizar os operários desviando suas lutas e as conduzindo a um beco sem saída. Para isso proporá três temas essenciais de mistificação com os quais acorrentar a classe ao seu capital nacional e seu estado: o anti-facismo, a autogestão e a independência nacional.

A política das "frentes": armas da burguesia contra o proletariado

O ambiente eleitoral que hoje percorre o continente americano e o descontentamento social genuíno que brota da miséria engendrada pela quebra do capitalismo são um terreno fértil para a promoção de toda classe "de alianças" e "frentes" por parte da esquerda e extrema esquerda do capital. Estas propostas "táticas" são um verdadeiro terreno minado para o proletariado, por trás das frases "radicais" que acompanham ao "frentismo" está uma armadilha, a armadilha do interclasismo, da dissolução do proletariado e do aniquilamento de sua independência política.

9. O frentismo, estratégia para desviar o proletariado

Na decadência capitalista, quando só a revolução proletária constitui um passo adiante na História, não pode existir nenhuma tarefa comum, inclusive momentânea, entre a classe revolucionária e qualquer fração da classe dominante, por muito "democrática", "progressista" ou "popular" que esta se apresente. Contrariamente à fase ascendente do capitalismo, seu período decadente não permite a nenhuma fração burguesa desempenhar um papel progressista.
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