Estado e ditadura do proletariado

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Esta parte contêm três textos. O primeiro evidencia os ensinamentos que se pode tirar da experiência da revolução rússa, notadamente: "A derrota da revolução russa foi, em última instância, produto da derrota da revolução mundial e não da ação do Estado. Entretanto, nesse combate contra a contrarrevolução, a experiência pôs em evidência que o aparato do Estado e sua burocracia não eram nem o proletariado nem também a ponta de lança da sua ditadura... menos ainda uma instituição à qual a classe operária em armas deveria se submeter em nome de uma suposta 'natureza proletária'."

Os dois textos posteriores constituem contribuições contraditórias dentro de um debate que ocorreu na CCI nos anos 70, a propósito da natureza do Estado de transição:

  • O primeiro, do companheiro E. (cf. Carta do companheiro E.), trata o Estado do período de transição como uma ferramenta de transformação da sociedade ao serviço do proletariado, a forma concreta tomada pela ditadura do proletariado;
  • O segundo, a posição majoritária na CCI (cf. Resposta ao companheiro E.), trata esse Estado como um órgão necessário de coesão da sociedade ainda dividida em classes, mas que, por natureza, não constitui a força revolucionária de transformação da sociedade. Só o proletariado (organizado em conselhos operários) constitui esta força que, para o êxito da marcha para o comunismo, deve não apenas ficar independente do Estado e sim exercer sua ditadura sobre este órgão.