Diante do caos crescente da guerra – Venezuela, Ucrânia, Oriente Médio – qual é a única resposta possível?
Em 1991, em resposta ao colapso do bloco do leste e à guerra do Golfo, a CCI escreveu:
Carnificina no Irã: Uma luta implacável entre facções burguesas, da qual o proletariado é a primeira vítima!
Um terrível massacre! A repressão desencadeada contra os manifestantes no Irã não conhece limites; o regime dos aiatolás, a fração dominante da burguesia iraniana, luta pela sua sobrevivência, sabe disso e reage como todas as frações burguesas encurraladas: atira indiscriminadamente! Massacra como fez antes, de forma infame, durante os protestos de 2019 contra o aumento repentino dos preços da gasolina, ou durante as manifestações desencadeadas pela morte de Mahsa Amini em 2022.
Diante da guerra e do caos capitalista: a única solução para a humanidade é a luta internacional do proletariado!
Da Venezuela à Caxemira, da Groenlândia ao Sudão, passando por Gaza, Ucrânia e o Sahel, o mundo capitalista está em chamas por todos os lados. Tiros ecoam no Mar da China Meridional, o Oriente Médio está mergulhado em fogo e derramamento de sangue, e o Irã afunda no caos absoluto.
Venezuela, Groenlândia… Por trás das tomadas de poder, os Estados Unidos estão exacerbando o caos capitalista!
Com a espetacular operação de 3 de janeiro, que sequestrou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enquanto dormiam em uma residência de alta segurança, a maior potência mundial enviou um aviso ao mundo inteiro: os Estados Unidos podem usar sua força militar esmagadora a qualquer momento para impor e defender seus interesses nacionais em qualquer lugar. Chantagem, pressão aberta e agora sequestro — típicos de sistemas mafiosos — tornaram-se comuns na antiga comunidade internacional.
Protestos populares em todo o mundo: a juventude da classe trabalhadora carrega o futuro dentro de si, não a Geração Z!
No segundo semestre de 2025, diversos países da Ásia, África e América Latina, onde a pobreza é generalizada e intensa, foram abalados por levantes populares. Estes começaram na Indonésia em agosto, seguidos pelo Nepal e pelas Filipinas em setembro. Em seguida, espalharam-se para o Peru e vários países africanos (Togo, Marrocos, Madagascar e Tanzânia), eclodindo em poucos meses. A revolta foi alimentada pela corrupção, injustiça, desigualdade e falta de transparência em países fortemente impactados pela crise do capitalismo global.
Em direção à continuidade da resistência operária apesar das manobras dos sindicatos
Ao longo do último ano, o aprofundamento da crise global do capitalismo, a crescente desestabilização da economia mundial, a política econômica disruptiva "América first" de Trump e a explosão dos gastos militares na Europa após a saída da OTAN forçaram todas as burguesias europeias a intensificar significativamente seus ataques aos orçamentos sociais e aos salários dos trabalhadores. Isso é particularmente verdadeiro para a Bélgica, que também está sobrecarregada por uma pesada dívida soberana e um grande deficit orçamentário, como denunciado pela UE.
Repressão aos migrantes nos Estados Unidos: diante das prisões, nossa solidariedade é a luta de classes!
O significado histórico do impasse da economia capitalista
O capitalismo ameaça a humanidade: a revolução mundial é a única solução realista
Nossa organização, a Corrente Comunista Internacional, foi fundada em janeiro de 1975, há pouco mais de meio século. Desde então, o mundo passou por grandes convulsões, e cabe a nós apresentar ao proletariado um balanço desse período para poder identificar as perspectivas que a humanidade enfrenta hoje. Essas perspectivas são particularmente sombrias.
Estamos caminhando para uma terceira guerra mundial?
Neste artigo, focaremos os argumentos da Tendência Comunista Internacionalista (TCI) a respeito da perspectiva de uma terceira guerra mundial. Entre os grupos comunistas de esquerda fora da CCI, a TCI tende a defender as posições internacionalistas mais claras contra a guerra imperialista e, por essa razão, sempre foi alvo de nossos apelos para que outros grupos da esquerda comunista redigissem declarações conjuntas contra as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
Apoio à “Palestina Livre”: uma armadilha para desarmar o proletariado
Em um artigo anterior sobre as manifestações pró-Palestina na Itália [1], denunciamos a armadilha burguesa destinada a desviar a indignação com os massacres em Gaza para o apoio nacionalista à Palestina, ou seja, ao Estado palestino e à classe dominante palestina, que está em guerra, principalmente com seus aliados iranianos, contra uma burguesia rival, a de Israel.
A Tomada de poder dos Estados Unidos na Venezuela: Todos os Estados são imperialistas! O capitalismo é a guerra!
Bastou uma única noite para que as forças especiais americanas sequestrassem Nicolás Maduro em pleno coração de Caracas e o encarcerassem em uma prisão de Nova York. Essa impressionante demonstração de força, destinada a decapitar o poder venezuelano, foi a ocasião para novas fanfarronices de Donald Trump e um aviso ao mundo: “Nenhuma nação no mundo pode realizar o que nós realizamos!”
Os efeitos da decomposição constituem um grande obstáculo à luta de classes
No segundo semestre de 2025, diversos países da Ásia, África e América Latina, onde a pobreza é generalizada e intensa, foram abalados por levantes populares. Os protestos começaram na Indonésia em agosto, seguidos pelo Nepal e pelas Filipinas em setembro. Em seguida, espalharam-se para países da América Latina (Peru) e da África (Marrocos, Madagascar e Tanzânia). No total, oito levantes eclodiram em apenas alguns meses.
Assassinatos em estabelecimentos escolares: Por trás dos atos monstruosos, uma sociedade monstruosa!
1905: Há 120 anos, a classe trabalhadora na Rússia mostrou seu caráter revolucionário
Crescente indignação social na França: A burguesia multiplica armadilhas e mistificações contra as lutas
O governo Bayrou caiu. Mas os ataques continuarão! Com o próximo governo, seja de direita, de esquerda ou populista, as demissões, as medidas de austeridade e a exploração continuarão a se intensificar.
Guerras, desastres "naturais", crises econômicas... O capitalismo é um beco sem saída! Precisamos derrubar todo o sistema!
Com a intensificação dos bombardeios na Ucrânia e na Rússia, e a nova eclosão da barbárie em Potrovsk, a política incessante de terror e destruição contínua a atingir a população civil. No Oriente Médio, o exército israelense prossegue implacavelmente com seus bombardeios genocidas e lança uma nova operação sangrenta: um vasto plano para conquistar uma Gaza já devastada. Os territórios arruinados e as inúmeras vítimas testemunham, em toda parte, a exacerbação dos conflitos imperialistas.
Dia de Ação na França em 10 de setembro: Podemos mudar o mundo "bloqueando tudo"?
Os ataques às nossas condições de vida são extremamente brutais. É preciso voltar à década de 1930 para encontrar medidas tão violentas.
Diante dessa situação insuportável, a raiva se espalha pela sociedade. Esse crescente descontentamento “transforma-se, cada vez mais, em desejo de luta em todos os países”, No Reino Unido, em 2022, trabalhadores ingleses se mobilizaram em massa, gritando " Chega! " .
De 1914 ao genocídio dos palestinos em Gaza: uma cadeia ininterrupta de massacres
Gaza: o inferno do capitalismo em decomposição
O significado histórico da ruptura entre os EUA e a Europa
Sábado, 5 de abril de 2025, das 10h00 às 13h00, horário do Brasil
A aceleração dos acontecimentos desde a chegada do Trump 2.0 nos EUA continua.
Resolução sobre a situação internacional (maio de 2025)
Esta resolução foi adotada no início de maio de 2025 pelo 26º Congresso da CCI. Dessa forma, ele só pode levar em cosideração eventos e situações anteriores a essa data.
Contra os ataques do governo... É preciso continuar a luta, unidos e solidários!
“Outono de 2025, maior que 1968!”, “Greve geral!”, “Trabalhadores, desempregados, estudantes, aposentados, solidariedade!”... Estas foram algumas das palavras de ordem ouvidas nas manifestações de 18 de setembro, quando mais de um milhão de pessoas tomaram as ruas. Naquele dia, por toda a França, os manifestantes expressaram de forma massiva sua raiva e combatividade diante de ataques de uma magnitude sem precedentes nas últimas décadas.
As raízes históricas da “ruptura” na dinâmica da luta de classes desde 2022 (Parte II)
Na primeira parte deste artigo, nosso objetivo foi mostrar que o atual renascimento da luta de classes, a "ruptura" com décadas de recuo, não é apenas uma resposta ao dramático agravamento da crise econômica mundial, mas tem raízes mais profundas no processo que chamamos de "maturação subterrânea da consciência", um processo semioculto de reflexão, discussão e desilusão com falsas promessas que irrompe em certos momentos-chave.
Contra todas as bandeiras nacionais!
Aqueles que participam das manifestações contra requerentes de asilo e refugiados na Grã-Bretanha, iludidos em culpar os "estrangeiros" por tudo de ruim — desde cortes na assistência social até ameaças às crianças — apresentaram-se como verdadeiros patriotas, empunhando a Union Jack e a Cruz de São Jorge. A bandeira da Inglaterra, em particular, está espalhada por postes de luz, pintada em muros e rotatórias. O significado é claro: alguns de nós temos o direito de viver aqui; estrangeiros e/ou "ilegais" devem ir embora.
De 1914 ao genocídio dos palestinos em Gaza: uma cadeia ininterrupta de massacres
Nem fascismo, nem populismo, nem democracia
Publicamos abaixo a troca de correspondência entre a CCI e um camarada que nos escreveu da Holanda. Saudamos sua carta e, especialmente, sua abordagem em expressar divergências sobre uma questão política essencial: a relação entre fascismo, populismo e democracia. A importância desta questão reside hoje no fato de a situação internacional estar marcada pela ascensão do populismo, por uma tendência generalizada para o equiparar ao fascismo dos anos 1930 e pelos apelos à defesa da democracia que este gera.
Diante dos ataques dos governos... Lutemos unidos e solidários
O novo primeiro-ministro, Lecornu, anuncia o abandono da supressão dos dois feriados para “poupar aqueles que trabalham”. Ao mesmo tempo, pede que sejam encontradas outras economias!
Resolução sobre a luta de classes (maio de 2025)
Resolução sobre a situação internacional (maio de 2025)
Esta resolução foi adotada no início de maio de 2025 pelo 26º Congresso da CCI. Dessa forma, ele só pode levar em cosideração eventos e situações anteriores a essa data.